E o chamado teima em ressurgir. Tento caminhos alternativos o tempo todo: o mais perto, o mais lógico, o que agrade a um maior número de pessoas, o mais fácil. Mas enquanto os ciclos se completam o meu destino teima em traçar mil retas nada paralelas que convergem sempre no mesmo ponto.
Já chamei de carma, sina, azar e predestinação. Agora, prefiro acreditar e aceitar os tais “avisos cósmicos” e suspirar aliviada: pronto, destino. Você venceu. Nada de lutas infindáveis tentando brigar com o que está mais que claro: alguma coisa me quer lá. Canto de sereia irresistível, é o que ouço todas as manhãs, antes mesmo que eu desgrude os primeiros cílios. O coração geme angustiado, indócil aos lugares e situações que já deveriam lhes ser comuns, como quem chantageia o cérebro cheio das razões: me leve ao local desejado.
As idas eventuais, só confirmam qualquer intuição. O ar, as pessoas, o instinto de pertencimento a uma realidade que nunca foi minha, mas que parece ter sido inventada antes mesmo do meu nascer. Sabia que seria do mundo, e que as mil bolhinhas coloridas postas com tanto amor ao meu redor um dia iriam acabar. Mas quero cair num lugar legal. Rir, chorar, lutar e viver. Tirar os sonhos do modo stand by e sentir que apesar dos eventuais pesares tudo vai valer a pena.
Como diria o poeta, é tempo de travessia. E conto os minutos para fazer a minha. A lição que fica? - Peixe de água salgada, não sobrevive em água doce, meus caros. Erro grande é pensar que qualquer água é água.












